terça-feira, 8 de agosto de 2017

Major award win for Hong Kong Project 901, Admiralty


Laing O’Rourke has been confirmed as a global leader in complex civil infrastructure taking out the Specialist Tunnelling Project of the Year at the NCE 2015 Tunnelling & Underground Space Awards.

The 901 project, being delivered with joint venture partners Kier and Kaden, is one of MTR’s most complex and challenging to date and will greatly expand the capacity and connections of Admiralty Station and the South Island Line – under the heart of Hong Kong’s Central district.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Veja os detalhes de execução da sondagem SPT-T

    Para conhecer o tipo de solo de um terreno e suas principais características, como o nível do lençol freático e a resistência, é fundamental que seja feita alguma sondagem. Uma das mais conhecidas e realizadas antes da escolha da fundação é a SPT-T.
    A sondagem SPT-T é um método de investigação de solo cujo avanço da perfuração é feito por meio de trado ou de lavagem, sendo utilizada a cravação de um amostrador padrão para a obtenção de medida de resistência à penetração, coleta de amostra e determinação do nível de água.
   A resistência do solo é obtida pelo número de golpes necessários para cravar um amostrador padrão utilizando o procedimento executivo definido na norma ABNT 6884:2001. A medida de resistência, mais conhecida como NSPT, é obtida contando o número de golpes necessários para cravar três segmentos de 15 cm. A amostra coletada metro a metro permite a análise tátil e visual das distintas camadas do subsolo. Quando a sondagem é realizada acima do nível de água, a perfuração deve ser executada com o auxílio de um trado concha ou helicoidal até atingir o lençol freático. Abaixo do nível do lençol freático é possível utilizar o método de percussão com circulação de água (método de lavagem) com cravação obrigatória de revestimento. O ensaio SPT torna-se SPT-T quando, após o término da cravação do amostrador, é acoplado um torquímetro na parte superior da composição de hastes e é aplicado o torque obtendo duas medidas. Uma corresponde ao valor máximo do torque e a outra ao torque residual.
fonte: construcaomercado.pini.com.br
1. Amostrador padrão
Após atingir 1 m de profundidade de escavação, a equipe posiciona o amostrador padrão. Este equipamento será cravado para o teste de resistência à percussão e coletará as amostras de solo. Para a cravação também é necessário posicionar a cabeça de bater, que vai receber o impacto direto do martelo.
2. Marcação
É necessário marcar com um giz um segmento de 45 cm dividido em três partes iguais de 15 cm. Essa marcação servirá como referência para a contagem das batidas do martelo em cada trecho.
3. Posicionamento do martelo
Para começar a cravação, o martelo é posicionado a 75 cm de altura da cabeça de bater. Depois, se iniciam os golpes até que sejam cravados os 45 cm. Um membro da equipe anota no boletim a quantidade de golpes necessária para cravar o amostrador a cada 15 cm.
4. Coleta de amostras
Após cravar os 45 cm, retira-se o amostrador padrão para a coleta de amostras do solo. O processo segue, até que se encontre o nível d'água.
5. Teste de umidade
Ao perceber a umidade do solo escavado, é feito um teste para saber se foi atingido o nível d'água. Esse teste é realizado com um equipamento conhecido como "piu" que, ao tocar a água, emite um som. Deste ponto até o final da sondagem, a perfuração continua com o método conhecido como lavagem. O equipamento de escavação usado é o trépano de lavagem, que permite coletar o material escavado pela circulação da água, que ocorre com a ajuda de uma bomba motorizada.
6. Colocação do torquímetro
Terminando a cravação do amostrador, é acoplado um torquímetro na parte superior da composição de hastes e é aplicado o torque obtendo duas medidas. Uma corresponde ao valor máximo do torque e a outra ao torque residual.

Colaboração: Reportagem "Sondagem à percussão", revista Equipe de Obra, edição nº 45.

FONTE:http://construcaomercado.pini.com.br/

terça-feira, 1 de agosto de 2017

A Ponte-Canal de Sart na Bélgica

A Ponte-Canal de Sart é uma das mais emblemáticas obras hidráulicas de Engenharia Civil da Província de Hainaut, na Bélgica. Foi construída em 2002 e inteiramente executada com betão pré-esforçado, no âmbito do plano de modernização do Canal du Centre. A estrutura tem um tabuleiro estanque com comprimento de 498 metros, profundidade de 7,10 metros e largura de 46 metros, permitindo a navegação de embarcações de carga e recreio de grandes dimensões.








Fonte: https://www.engenhariacivil.com/

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Cientistas desvendam segredos de concreto super-resistente criado na Roma Antiga


Pesquisadores desvendaram a química do concreto romano que há milhares de anos resiste à erosão do tempo.
Barragens marítimas construídas na época da Roma Antiga empregavam uma mistura de cal e cinzas vulcânicas para manter as rochas unidas. Agora, cientistas descobriram que elementos do material vulcânico reagiram com a água do mar, fortalecendo a construção.
Eles acreditam que isso pode levar ao desenvolvimento de materiais de construção que gerem menos impacto ambiental.

A mistura moderna de concreto erode com o tempo. Já a versão romana, em vez de erodir, parece se tornar ainda mais forte com a exposição ao meio ambiente, em especial diante da presença de água do mar, aponta a pesquisa publicada no periódico científico American Mineralogist.
Em testes anteriores de amostras de barragens e marinas romanas, pesquisadores identificaram que o concreto romano contém um mineral raro chamado tobermorita de alumínio. Eles acreditam que essa substância se cristalizava no cal conforme a mistura romana se aquecia ao entrar em contato com a água do mar.
Novos testes mais detalhados foram realizados usando um microscópio de elétrons para mapear a distribuição dos elementos. Também foram utilizadas outras técnicas, como raio-x de microdifração e espectrocopia Raman parar compreender melhor seus aspectos químicos.
O novo estudo aponta a descoberta de uma significativa quantidade de tobermorita crescendo dentro da composição do concreto, em conjunto com um mineral poroso chamado phillipsita.


Prevenção a rachaduras

Os pesquisadores afirmam que a longa exposição à água do mar contribuiu para que esses cristais continuassem a crescer ao longo do tempo, fortalecendo o concreto e prevenindo o surgimento de rachaduras.
Marie Jackson, cientista da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, e principal autora da pesquisa, diz que, "contrariando os princípios do concreto moderno baseado em cimento, os romanos criaram um concreto parecido com uma rocha que se beneficia da troca química com a água do mar". "É algo muito raro na Terra."
A mistura antiga é bem diferente da abordagem moderna. Edifícios são construídos com concreto baseado em cimento Portland. Isso implica em aquecer e triturar uma mistura de diversos ingredientes, como calcário, arenito, cinzas, giz, ferro e argila. Esse material depois é misturado com "agregadores", como rochas ou areia, para erguer estruturas.
O processo para fazer cimento tem um alto custo ambiental, sendo responsável por 5% das emissões globais de CO2. Então, um melhor entendimento da fórmula romana poderia levar a materiais mais amigáveis ao meio ambiente?
Projeto prevê a criação de uma rede de lagoas artificais no Reino Unido para gerar energia a partir das ondas e das marés

Jackson está testando novos materiais usando água do mar e rochas vulcânicas. Em entrevista à BBC no início deste ano, ela defendeu que o projeto Swansea, que prevê a criação de uma rede de lagoas artificais no Reino Unido para gerar energia a partir das ondas e das marés, seja feito com a técnica antiga.
"Ela era aplicada para construir estruturas enormes que eram ambientalmente sustentáveis e muito duradouras", afirmou.
"Acredito que o concreto romano ou uma variação dele seja uma boa opção (para Swansea). O projeto precisará funcionar por 120 anos para amortizar o investimento necessário. O cimento Portland contém reforços de aço, e eles seriam corroídos na metade desse tempo."
Há alguns fatores, no entanto, que tornam a retomada da abordagem romana um tanto desafiadora. Um deles é a falta de rochas vulcânicas adequadas. Os cientistas afirmam que os romanos tinham sorte de encontrar os materiais adequados no quintal de casa.
Outro impeditivo é não saber exatamente as quantidades da mistura empregada na Roma antiga. Descobrir essa fórmula pode exigir anos e mais anos de testes.




Fonte:

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Sugestão de Leitura

CapaCONCEITO SOBRE ÁGUAS DE REUSO
Reuso é o processo de utilização da água por mais de uma vez, sendo ela tratada ou não, pode ser para o mesmo ou para outro fim. A reutilização pode ser direta ou
indireta, decorrentes de ações planejadas ou não. A água de reuso tratada é produzida dentro das Estações de Tratamento de Esgoto e pode ser utilizada para inúmeros fins, como geração de energia, refrigeração de equipamentos, em diversos processos industriais, em prefeituras e entidades que usam a água para lavagem de ruas e pátios, no setor hoteleiro, irrigação/rega de áreas verdes, desobstrução de rede de esgotos e águas pluviais e lavagem de veículos.
A grande vantagem da utilização da água de reuso é a de preservar água potável exclusivamente para atendimento de necessidades que exigem a sua potabilidade, como para o abastecimento humano.
Livro: Reuso de Água 

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Mobilidade profissional poderá chegar a Espanha, Itália e Austrália




 A reciprocidade é a principal contrapartida exigida pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) para que acordos de mobilidade profissional internacional sejam firmados, seguindo o êxito do Termo já ratificado junto à Ordem dos Engenheiros de Portugal. Com essa premissa, o presidente José Tadeu da Silva recebeu, na tarde desta terça (18), uma comitiva do Ministério do Planejamento, interessada em expandir os convênios também para profissionais de origem espanhola e italiana. “Temos interesse em ampliar essa proposta de mobilidade profissional recíproca. Inclusive, além desses países, também temos mantido negociações com a Austrália”, comentou. Durante a reunião também ficou acertada a criação de comitê para dar continuidade ao diálogo sobre o tema.

Formada pelo secretário de Assuntos Internacionais, Jorge Arbache, pelos assessores José Nelson Bessa Maia, David Menezes e pelo analista Luciano Silva, a comitiva foi recebida pelo presidente e pelo assessor da presidência do Confea, eng. agr. Flávio Bolzan.
“Temos que fazer o país andar, e o setor da Engenharia move o país. Assim, entendemos a necessidade de conversar com o Confea para que vocês possam nos ajudar a sinalizar isso para o mercado internacional de infraestrutura, já que as empresas nos cobram esse passo antes de aceitarem investir nas concessões de aeroportos, portos, energia e outras áreas. Consideramos mais do que razoável que eles queiram fazer uso de seus engenheiros, e temos que colocar esses editais na rua”, sugeriu Arbache. Ele citou como exemplo acordo firmado com o Peru para a liberação recíproca de compras governamentais, a ser estendido ao México, Colômbia e Chile, “gerando concorrência sem afetar o nosso mercado”.



     O presidente José Tadeu abordou a necessidade de atender às leis nº 5.194/1966, 8.666/93 e 6.496/1977  para esclarecer a importância da Anotação de Responsabilidade Técnica e da Certidão de Acervo Técnico como formas de proteger a sociedade por meio do reconhecimento de profissionais habilitados, inclusive em obras públicas.  
       “Agora, com Portugal, onde a princípio definimos uma cota de 500 profissionais/ano, a única exigência foi o registro na entidade profissional, o que já garante a capacidade profissional por meio de um documento com fé pública, que considera o tripé formação, qualificação e atribuição profissional. Vieram 96 portugueses, e levamos 428 profissionais brasileiros. Acredito que essa experiência possa ser reproduzida nesses dois países, Espanha e Itália, e também com a Austrália, onde já estamos com um entendimento bastante adiantado. Mas talvez seja necessário o contato governamental porque eles também têm que abrir a porteira deles lá”, comentou José Tadeu, citando os entendimentos mantidos com a  Espanha e com outros países de língua castelhana.

Fonte:
Alessandra Cardoso e Henrique Nunes
Equipe de Comunicação do Confea

sábado, 1 de abril de 2017

Betão superhidrofóbico poderá aumentar durabilidade das nossas pontes e edifícios para 120 anos

Fonte: engenhariacivil.com


Uma equipa de investigadores da Universidade de Wisconsin-Milwaukee (UWM) está a estudar novas formas de aumentar a durabilidade do betão, através da criação de linhas de defesa contra um dos mais temíveis inimigos das estruturas de betão armado, a água.
Para tal, os Engenheiros Civis da UWM criaram um betão inovador, com propriedades superhidrofóbicas, que é capaz de repelir a água e impedir que esta penetre no seio dos elementos estruturais.
O novo betão é fabricado com um material denominado Compósito Cimentício Superhidrofóbico que combate as degradações induzidas pela água de duas formas diferentes.
Por um lado, os investigadores da UWM utilizam um nano-aditivo que induz alterações ao nível molecular quando o elemento estrutural endurece, populando a superfície do betão com formações microscópicas alongadas em espigão. Estas formações originam o escorregamento imediato das gotas de água, impedindo a sua penetração na estrutura.
A outra forma de controlo consiste na adição, durante a mistura da argamassa, de óleo de siloxano. Este vai ocupar parte dos vazios do betão, sendo libertado quando ocorre fissuração. Esta substância impede que a água sature o elemento de betão.

Fonte: engenhariacivil.com

Estas técnicas, combinadas com a utilização de reforço com fibras de álcool polivinílico ou polietileno de alta densidade, que permite reduzir a probabilidade de ocorrência de fendas de grande dimensão, tornam os elementos estruturais praticamente impermeáveis à água.
Ao reduzir a possibilidade do aumento significativo da dimensão das fibras, vai-se promover uma situação alternativa de microfissuração uniforme, que permitem a manutenção das características superhidrofóbicas do novo betão.
A mesma equipa está a desenvolver em simultâneo outras soluções que poderão permitir aumentar a resistência e durabilidade das estruturas. Por exemplo, os engenheiros norte-americanos criaram um tipo de betão ultra-permeável, dirigido à construção de infraestruturas rodoviárias e aeroportuárias, que permite que a água atravesse um pavimento de betão sem qualquer impedimento, sendo conduzida, de forma quase imediata, para as camadas drenantes inferiores.
Esta solução pode ser integrada em soluções urbanas sustentáveis de gestão de águas pluviais.

Fonte: engenhariacivil.com



Referências:
https://www.engenhariacivil.com/betao-superhidrofobico-durabilidade-pontes-edificios

XXI Congresso da Ordem dos Engenheiros "Engenharia e Transformação Digital”