Mostrando postagens com marcador Engenharia Civil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Engenharia Civil. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Estudantes do PIBIC representam IESB no 15º Congresso de Iniciação Científica do DF

Em busca de inserção no cenário do desenvolvimento de pesquisas, estudantes do Programa de Iniciação Científica marcam presença na 15ª Edição do evento


 O Centro Universitário IESB irá ter sua representação no 15º Congresso de Iniciação Científica do Distrito Federal e 24º Congresso de Iniciação Científica da UnB, que terá início dia 24 de setembro, no Campus Darcy Ribeiro. O evento contará com a presença dos alunos Ayla Santana Soares, Juarez Dantas, Mariana Reis de Freitas, Sofia Faria de Fonseca, Kelly Afonso Clemente, Vanessa Beatriz de Castro de Sousa, Allan Kleitson Teotonio, Jean Kevyn Correia Pessoa, Cristiane Dias da Silva Bezerra e Dávini Ribeiro Alves de Lima. Os estudantes participam do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC).

Fonte: http://www.iesb.br/institucional/noticia/

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Engenheiros Civis chineses rodam tabuleiro de obra-de-arte ferroviária de alta-velocidade

A cadeia de média chinesa CCTV acompanhou o processo de rotação do tabuleiro de uma obra-de-arte ferroviária de alta-velocidade na província de Henan. A operação foi necessária devido à existência de um conjunto de viadutos e linhas ferroviárias na proximidade.
Na operação, os engenheiros civis chineses utilizaram equipamento pesado e instrumentação de controlo de elevada precisão, de forma a que o tabuleiro ficasse devidamente alinhado na sua posição final.
No vídeo é possível acompanhar o progresso da rotação e ajuste de duas das seções da obra-de-arte, que foram manipuladas lentamente ao longo de cerca de 1 hora. Os preparativos finais para a operação decorreram na quarta-feira, 30/05/2018, às primeiras horas da manhã.
A estrutura, com um comprimento total de cerca de 264 metros, faz parte da infraestrutura ferroviária de alta-velocidade Shanghehang, que liga Shangqiu e Hefei, no Sudeste da China, com a metrópole de Hangzou.
O projeto, que terá 795 quilômetros de comprimento, deverá ficar concluído no final de 2019 e permitirá a circulação de composições ferroviárias a velocidades que superam os 350 quilômetros horários.














Fonte: www.engenhariacivil.com | EngenhariaCivil.com; CGTN/CCTV | Imagens (adaptadas): EngenhariaCivil.com; via CGTN/CCTV

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Mobilidade profissional poderá chegar a Espanha, Itália e Austrália




 A reciprocidade é a principal contrapartida exigida pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) para que acordos de mobilidade profissional internacional sejam firmados, seguindo o êxito do Termo já ratificado junto à Ordem dos Engenheiros de Portugal. Com essa premissa, o presidente José Tadeu da Silva recebeu, na tarde desta terça (18), uma comitiva do Ministério do Planejamento, interessada em expandir os convênios também para profissionais de origem espanhola e italiana. “Temos interesse em ampliar essa proposta de mobilidade profissional recíproca. Inclusive, além desses países, também temos mantido negociações com a Austrália”, comentou. Durante a reunião também ficou acertada a criação de comitê para dar continuidade ao diálogo sobre o tema.

Formada pelo secretário de Assuntos Internacionais, Jorge Arbache, pelos assessores José Nelson Bessa Maia, David Menezes e pelo analista Luciano Silva, a comitiva foi recebida pelo presidente e pelo assessor da presidência do Confea, eng. agr. Flávio Bolzan.
“Temos que fazer o país andar, e o setor da Engenharia move o país. Assim, entendemos a necessidade de conversar com o Confea para que vocês possam nos ajudar a sinalizar isso para o mercado internacional de infraestrutura, já que as empresas nos cobram esse passo antes de aceitarem investir nas concessões de aeroportos, portos, energia e outras áreas. Consideramos mais do que razoável que eles queiram fazer uso de seus engenheiros, e temos que colocar esses editais na rua”, sugeriu Arbache. Ele citou como exemplo acordo firmado com o Peru para a liberação recíproca de compras governamentais, a ser estendido ao México, Colômbia e Chile, “gerando concorrência sem afetar o nosso mercado”.



     O presidente José Tadeu abordou a necessidade de atender às leis nº 5.194/1966, 8.666/93 e 6.496/1977  para esclarecer a importância da Anotação de Responsabilidade Técnica e da Certidão de Acervo Técnico como formas de proteger a sociedade por meio do reconhecimento de profissionais habilitados, inclusive em obras públicas.  
       “Agora, com Portugal, onde a princípio definimos uma cota de 500 profissionais/ano, a única exigência foi o registro na entidade profissional, o que já garante a capacidade profissional por meio de um documento com fé pública, que considera o tripé formação, qualificação e atribuição profissional. Vieram 96 portugueses, e levamos 428 profissionais brasileiros. Acredito que essa experiência possa ser reproduzida nesses dois países, Espanha e Itália, e também com a Austrália, onde já estamos com um entendimento bastante adiantado. Mas talvez seja necessário o contato governamental porque eles também têm que abrir a porteira deles lá”, comentou José Tadeu, citando os entendimentos mantidos com a  Espanha e com outros países de língua castelhana.

Fonte:
Alessandra Cardoso e Henrique Nunes
Equipe de Comunicação do Confea

domingo, 12 de março de 2017

O extraordinário mundo subterrâneo do sistema de metrô de Londres


 O Museu de Transportes de Londres possui uma interessante coleção de diagramas tridimensionais que revelam um pouco da complexidade da infraestrutura subterrânea da capital britânica e da sua evolução desde os anos 20 até aos anos 90 do século passado. Nos cortes e representações tridimensionais das múltiplas camadas dos sistemas subterrâneos, é possível perceber como era feito não só o transporte de passageiros através do intrincado sistema de metropolitano, mas também a forma engenhosa como eram distribuídas mercadorias e correio postal pelas diferentes zonas de Londres.













Imagens (adaptadas): London Transport Museum via Londonist

fonte: https://www.engenhariacivil.com/

Quanto ganha um Engenheiro Civil que trabalha no Reino Unido?

De acordo com a EngineeringUK, em média um Engenheiro Civil recém-graduado recebe 27260 libras (cerca de 35 mil Euros ou 158 mil Reais) por ano, um valor só ultrapassado pelos médicos e médicos dentistas recém-formados.
Para um Engenheiro Civil com Doutoramento o salário médio anual inicial é de quase 34 mil libras (cerca de 44 mil Euros ou 197 mil Reais).
A média global salarial para Engenheiros Civis (com diversos níveis de experiência e qualificação) é de quase 41 mil libras (cerca de 53 mil Euros ou 238 mil Reais), o que significa que um Engenheiro Civil sénior poderá alcançar facilmente um salário base correspondente ao dobro daquele valor.
Fonte: Engineering UK | Imagem (adaptada): via Engineering UK


A organização sem fins lucrativos EngineeringUK divulgou o seu relatório anual “Engineering UK 2016 – O Estado da Engenharia” sobre o exercício da profissão de engenheiro no Reino Unido. O documento, que analisa, entre outros, os salários dos Engenheiros Civis, constitui um estudo detalhado sobre a situação atual e o futuro de um setor que representou, no ano passado, um contributo para a economia de mais de 450 mil milhões de libras, mas que tem um défice anual de 69 mil profissionais.
A EngineeringUK tem como objetivos principais a consciencialização do contributo vital dos engenheiros, da engenharia e da tecnologia para a sociedade e a promoção do aumento da oferta de engenheiros, inspirando a prossecução de carreiras na área.
De acordo com o relatório, o setor emprega 5.5 milhões de pessoas, dois terços das quais são engenheiros ou técnicos de engenharia, sendo 68% mais produtivo que, por exemplo, o setor do retalho.
Se o setor da engenharia tivesse todas as vagas preenchidas, promoveria um crescimento muito substancial da economia, gerando o equivalente a 27 mil milhões de libras suplementares por ano.
No que diz respeito à contribuição económica dos principais setores industriais estratégicos, ao setor da construção corresponde um Valor Acrescentado Bruto de 90 mil milhões de libras, cerca de 6.70% do total no país.
O setor da construção emprega 2.98 milhões de pessoas, correspondendo a 10% da população ativa do Reino Unido.
Alguns dos setores de destaque para Engenheiros Civis no Reino Unido são o setor eólico offshore e onshore, suportados, respetivamente por 14 mil empregos com um crescimento anual de 8% e 19 mil empregos, com um crescimento anual de 10%.
O setor de produção de energia solar por seu lado possui um crescimento anual de 20% e atualmente emprega mais de 35 mil pessoas.
Outras áreas importantes para Engenheiros Civis são a área de barragens e produção hidroelétrica e o projeto, construção e operação ferroviária que contribui com 7 mil milhões para a economia e emprega mais de 85 mil pessoas, devendo este número duplicar nos próximos 15 anos.
https://www.engenhariacivil.com
 No total existem cerca de 300 mil Engenheiros Civis a trabalhar no Reino Unido, sendo, de longe, a região de Inglaterra, aquela que mais empregos tem disponíveis no setor da construção.
Cerca de 15.7% de todos os engenheiros no Reino Unido são Engenheiros Civis, possuindo estes uma impressionante taxa de empregabilidade de 74.9%.
As vagas em empresas de construção tendem a crescer 22.1% ao ano e em gabinetes de projeto e consultoria de engenharia o crescimento esperado é de 19.7%.

Fonte:  https://www.engenhariacivil.com

sábado, 11 de março de 2017

Construção 4.0 segue longe do mercado brasileiro

Empresas que perseguem conceitos inovadores ainda são minoria no país. Destas, a maioria já pratica gestão de projetos através de softwares


foto: http://valoragregado.com
Por: Altair Santos
Convencionou-se chamar de Construção 4.0 tudo o que abrange automação no canteiro de obras, gestão de projetos através de softwares e emprego de novas tecnologias construtivas, como a impressão 3D. Os conceitos desta nova tendência seguem os da Indústria 4.0, já consolidada principalmente no setor automobilístico. Neste segmento, os ganhos de produtividade, redução de custos e de economia de recursos naturais são notórios. É isso o que a construção civil passou a perseguir.


A partir da Bauma 2016 – maior feira internacional de máquinas, veículos, materiais e equipamentos para obras e construções – ficou claro que a Construção 4.0 é um caminho sem volta. Já existe uma lista de países que avança celeremente na adoção de procedimentos embutidos nesta nova tendência. Entre eles, Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Espanha, Portugal, Canadá, África do Sul, Angola, Austrália e China. Na América Latina, Argentina, Chile e México já estão na frente do Brasil, o que especialistas definem como um problema para o país.
Os entraves econômicos impostos à construção civil desde 2014 inviabilizam o Brasil de acompanhar esses avanços. O receio de analistas é que o país não consiga acompanhar as evoluções e perca competitividade. “Na Bauma 2016, percebemos que o Brasil precisa saltar etapas se quiser seguir na competição, rumo à quarta revolução industrial”, disse Uirá Falseti, diretor da UpSoul, em palestra na IT Forum Expo 365.
O consultor disse que também viu na Bauma 2016, em Munique, na Alemanha, inovações tecnológicas para a produção de agregados e de concreto, todas focadas na produtividade, na sustentabilidade e eficácia. Entre os equipamentos, havia betoneiras inteligentes, que controlam todas as especificações do material desde que ele sai da concreteira até o local da obra, além de equipamentos que transformam concreto de demolição em agregados para a produção de artefatos pré-fabricados não-estruturais.

Santa Catarina lidera
É importante ressaltar, porém, que a Construção 4.0 não prioriza apenas a manufatura de produtos, mas dá relevante importância aos cuidados que se deve ter com os projetos e às exigências do mercado. “No mundo todo, a demanda por materiais de construção flutua de acordo com as exigências do mercado e confronta fabricantes a fatores como redução de custos de produção, legislação ambiental e consumidores cada vez mais exigentes. Por isso, a importância da Construção 4.0, a fim de que o setor atinja essas metas”, completou Uirá Falseti.

No Brasil, segundo dados do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE) aproximadamente 800 empresas ligadas à cadeia produtiva da construção civil já adotam algum modelo de gestão dentro do conceito Construção 4.0 ou estão viabilizando a implantação. Boa parte destas companhias está ligada à área de revestimentos, porcelanatos, tubos e conexões, o que faz de Santa Catarina o estado com o maior número de indústrias entrando no universo da Construção 4.0. “Acompanhamos a construção civil catarinense e sabemos que ela está empenhada na melhoria da produtividade e na busca de inovação. O setor está alinhado às tendências mundiais em automação de processos, novos materiais e sustentabilidade”, afirmou o presidente da FIESC, Glauco José Côrte, em recente seminário sobre inovação e novas tecnologias na construção civil.

Entrevistados
– Uirá Falseti, diretor da consultoria UpSoul
– Centro de Tecnologia de Edificações (CTE) (via assessoria de imprensa)
– FIESC (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (via assessoria de imprensa)
Contatos
contato@upsoul.com.br
comunicacao@cte.com.br
imprensa@fiesc.com.br
Crédito Foto: Bauma
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
 
fonte: http://www.grandesconstrucoes.com.br

fonte: http://bunker-teksped.com

fonte: www.cimentoitambe.com.br
 
 Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br/construcao-4-0-mercado-brasileiro/

domingo, 5 de março de 2017

Confea e OEP assinam proposta para estender acordo de reciprocidade até 2018



Brasília, 23 de fevereiro de 2017.
A propositura prolonga por mais um ano o prazo de vigência do Termo de Reciprocidade firmado entre o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e a Ordem de Engenheiros de Portugal (OEP) em 2015, e aditivado no ano passado para vigorar até abril próximo.
Com a nova proposta, a mobilidade profissional entre os dois países passa a valer até 31 dezembro de 2018. Após essa data, a renovação do acordo será automática por períodos de dois anos.
O documento, que foi assinado nesta semana pelos presidentes das duas instituições, ainda precisa passar pelo plenário do Conselho Federal para ter validade. A previsão é de que isso aconteça em março.

O Termo de Reciprocidade aplica-se aos profissionais graduados que tenham cursado, no mínimo, 3600 horas no Brasil ou cinco anos de estudos em Portugal. Profissionais da Engenharia brasileiros interessados em trabalhar em Portugal poderão se dirigir a qualquer Crea ou inspetoria e apresentar o Formulário de Requerimento e a documentação pertinente. Confira aqui os procedimentos para registro e a íntegra do Termo de Reciprocidade.


Reciprocidade entre países de língua portuguesa
Também nesta semana, o presidente do Confea conduziu a primeira reunião da Federação das Associações de Engenheiros de Língua Portuguesa (Faelp), da qual ele é presidente. A agenda, que teve a participação do vice e bastonário da Ordem de Engenheiros de Portugal, Carlos Aires, pautou a programação das atividades da federação para este primeiro ano de atividades.

A reunião tratou ainda da 1ª Cimeira prevista para acontecer em 2018 em Maputo, capital de Moçambique, e da proposta de Termo de Reciprocidade entre os países-membros da Faelp, considerada pelas lideranças uma iniciativa inovadora e que permitirá o reconhecimento internacional das competências profissionais dos engenheiros.

A Faelp foi criada em novembro de 2016 e tem sede na Ordem dos Engenheiros de Portugal. O primeiro mandato de presidente, que vai até 2020, é exercido pelo engenheiro civil José Tadeu.


Leia mais
Confea e Ordem dos Engenheiros de Portugal definem requisitos para emissão de registro profissional recíproco

Julianna Curado
Equipe de Comunicação do Confea
Com informações da Ordem de Engenheiros de Portugal
Para visualizar o conteúdo clique em http://www.confea.org.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=22018&sid=10




Fonte: CONFEA -Conselho Federal de Engenharia e Agronomia

domingo, 19 de fevereiro de 2017

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Vistorias nas pontes de Brasília - Parte II - Ponte JK

Na II parte da vistoria de pontes em Brasília será apresentada a Ponte Juscelino Kubitschek, ou Ponte JK.


Imagem: Setur.df.gov.br
   A Ponte Juscelino Kubitschek, também conhecida como Ponte JK ou Terceira Ponte, está situada em Brasília, ligando o Lago Sul, Paranoá e São Sebastião à parte central de Brasília, através do Eixo Monumental, atravessando o Lago Paranoá. 
Endereço: Brasília - DF, 70297-400
Início da construção: 2000
Inauguração: 15 de dezembro de 2002
Altura: 63 m
Comprimento total: 1.200 m
Localização: Brasília
Arquitetos: Alexandre Chan, Mário Vila Verde

Localização: 

  
    Foi eleita em 2003 como a ponte mais bonita do mundo pela Sociedade de Engenharia do Estado da Pennsylvania, nos Estados Unidos.

    A estrutura da ponte tem quatro apoios com pilares submersos no Lago Paranoá. Os três vãos de 240 metros são sustentados por três arcos assimétricos e localizados em planos diferentes, com cabos tensionados de aço colocados em forma cruzada, o que geometricamente faz com que os cabos formem um plano parabólico. Com seus arcos assimétricos, a estrutura em três arcos, inspirados "pelo movimento de uma pedra quicando sobre o espelho d'água", é única no mundo, comparável em forma mas não em sistema estrutural, como a passarela do Aquário Público do Porto de Nagoya, Japão. (Wikipédia)


Foto: gazetadopovo



Uma conquista de Engenharia e o desafio

      O arcos de sustentação da Ponte JK se encaixam diagonalmente nos pilares de sustentação produzindo esforços tridimensionais na fundação. O esforço horizontal foi o maior já encontrado em pontes pela engenharia humana, alcançando 3.500 toneladas-força. O cálculo da estrutura metálica foi realizado na Dinamarca. Alguns pilares, como o P6 e o P7, têm cada um 24 pilares verticais e 66 inclinados, para combater este esforço horizontal. 

Vista lateral - é possível observar a posição dos pilares inclinados e verticais
     
Foto: metalica.com.br
       As fundações tiveram que alcançar solo estável em grande profundidade, sendo fincadas a até 65 metros de profundidade. A região de Brasília se caracteriza por apresentar camadas de solo não homogêneas, sendo 13 tipos diferentes de subsolo alguns como o quartzito, (que só não é mais duro do que o diamante), o que somado ao enorme esforço horizontal provocou um aumento considerável nas fundações, e a construção de blocos de coroamento de grandes dimensões e com maioria de estacas inclinadas. 

       O segundo grande desafio a ser vencido, foi a montagem dos grandes arcos, executada com a utilização de pilares metálicos provisórios que os sustentaram até estarem completos. Outros pilares provisórios sustentaram os vãos do tabuleiro de rolagem, até que os estaios de sustentação vindos dos arcos estivessem prontos. (metalica.com.br)

Foto: metalica.com.br


Informações estruturais:

     A ponte JK possui um sistema construtivo com estruturas metálicas auxiliares para sustentação tanto dos tabuleiros quanto dos arcos. (FONSECA, 2007)

Abaixo segue o esquema de fixação dos estais de sustentação entre o tabuleiro e os arcos:

    Arcos metálicos: Os três arcos que constituem a parte central da ponte tem vãos de 24 metros de largura, dimensionado em conformidade com o disposto nas normas para rodovias de primeira classe. São os elementos principais da estrutura de suporte da ponte. As dimensões transversais dos arcos variam de 6,50 x 5,00 metros nas nascenças, a 5,00 x 3,00 metros no fecho central. (Fonte: Conhecendo Brasília.com)
    Estais: Os 16 estais de cada arco foram distribuídos em pares ao longo do tabuleiro com distâncias regulares de 20 metros, sendo oito estais de cada lado do tabuleiro, ligando a face interior dos arcos com as travessas de apoio que se projetam lateralmente dos tabuleiros. Os estais são compostos por cordoalhas de 15,7 mm de espessura, galvanizadas e protegidas por cera e bainha individual de PEAD. (Fonte: Conhecendo Brasília.com)






Após 9 anos da inauguração da ponte ocorreram alguns problemas no sistema de suporte da porte:

Foto do desnível causado na junta de dilatação da ponte JK (imagem: Agência Brasil)


        A Ponte JK  foi interditada em janeiro de 2011, devido a um desnível no piso, foi parcialmente liberada no final da tarde para veículos leves, como carros de passeio e motos. Além disso, a velocidade permitida enquanto persistir o problema será de 40 quilômetros por hora (km/h).
       Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) afirmou que o desnível foi constatado na região da junta de dilatação.
      Para o engenheiro Guilherme Sales Melo, do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB), a falta de manutenção deve ser o principal motivo da falha.

(Fonte: Agência Brasil, 2011)

Vistoria na ponte feita dia 05/02/2017:

      Em fevereiro de 2017 fui verificar a situação da ponte JK, fazendo parte da série de artigos obre as ponte de Brasília, e alguma fotos foram tiradas nos principais locais de possíveis patologias apresentadas com o tempo.
    Nos pilares e aparelhos de apoios da ponte não foram observados a presença de patologias ou deteriorações estruturais.
  
Cabeça do pilar com os aperelhos de apoio responsável por receber as solicitações de carga da porte. (foto: Juarez)

vistas da parte inferior da ponte. (foto: Juarez)

Vigas de aço da ponte apoiadas sobre os aparelhos de apoio. (foto: Juarez)



Foto do aparelho de apoio que recebe a viga da ponte e distribui a carga de compressão no pilar. (foto: Juarez)

Imagem demonstra a colocação do aparelho de apoio da ponte no topo do pilar que irá receber a viga de sustentação.


Vista inferior da ponte da parte sul. (foto: Juarez)

As fotos a seguir mostra a situações atual das juntas de dilatação que apresentaram desnível no ano de 2011.


(foto: Juarez)
Imagem da junta de dilatação entre a rampa de acesso a ponte e o tabuleiro da ponte do lado norte. (foto: Juarez)

Imagem da junta de dilatação entre a rampa de acesso a ponte e o tabuleiro da ponte do lado sul da ponte (foto: Juarez)


    A camada de capa de asfalto da rampa de acesso ao tabuleiro da ponte encontra-se muito deteriorado.


(foto: Juarez)

          É possível observar que os maiores problemas da ponte JK são de má conservação, manutenção e limpeza, não apresentando no momento problemas estruturais.

Por fim, o próximo artigo será a etapa III, em que falaremos sobre a ponte projeta por Oscar Niemeyer com 400 metros de extensão. Inaugurada em 1976 a Ponte Honestino Guimarães (antigo  nome Ponte Costa e Silva).



Referências:

  1. https://arcoweb.com.br/finestra/arquitetura/alexandre-chan-ponte-lago-paranoa-01-01-2003 
  2. http://wwwo.metalica.com.br/ponte-jk-brasilia-ponte-do-mosteiro-terceira-ponte-do-lago-sul
  3. Arquivo Público do DF. Fundo Novacap. proc. 12610/69;
  4. VIA DRAGADOS. JK Brigde: Brasília. Rio de Janeiro: EducaBem Editora, 2002;
  5. FONSECA, Roger Pamponet. A Ponte Oscar Niemeyer em Brasília: Dissertação UNB. Brasília 2007.
  6. http://oglobo.globo.com/brasil/ponte-jk-em-brasilia-interditada-apos-problemas-de-desnivel-no-piso-2834686#ixzz4XwJZ2sZr
  7. http://www.conhecendobrasilia.com/ponte-jk
  
Sugestão de livro:



Título:  Jk Bridge Brasília

Autor: Usiminas Mecânica / Via Dragados

Editora: Usiminas

Estante: Arquitetura

Ano: 2002



XXI Congresso da Ordem dos Engenheiros "Engenharia e Transformação Digital”