domingo, 12 de março de 2017

Quanto ganha um Engenheiro Civil que trabalha no Reino Unido?

De acordo com a EngineeringUK, em média um Engenheiro Civil recém-graduado recebe 27260 libras (cerca de 35 mil Euros ou 158 mil Reais) por ano, um valor só ultrapassado pelos médicos e médicos dentistas recém-formados.
Para um Engenheiro Civil com Doutoramento o salário médio anual inicial é de quase 34 mil libras (cerca de 44 mil Euros ou 197 mil Reais).
A média global salarial para Engenheiros Civis (com diversos níveis de experiência e qualificação) é de quase 41 mil libras (cerca de 53 mil Euros ou 238 mil Reais), o que significa que um Engenheiro Civil sénior poderá alcançar facilmente um salário base correspondente ao dobro daquele valor.
Fonte: Engineering UK | Imagem (adaptada): via Engineering UK


A organização sem fins lucrativos EngineeringUK divulgou o seu relatório anual “Engineering UK 2016 – O Estado da Engenharia” sobre o exercício da profissão de engenheiro no Reino Unido. O documento, que analisa, entre outros, os salários dos Engenheiros Civis, constitui um estudo detalhado sobre a situação atual e o futuro de um setor que representou, no ano passado, um contributo para a economia de mais de 450 mil milhões de libras, mas que tem um défice anual de 69 mil profissionais.
A EngineeringUK tem como objetivos principais a consciencialização do contributo vital dos engenheiros, da engenharia e da tecnologia para a sociedade e a promoção do aumento da oferta de engenheiros, inspirando a prossecução de carreiras na área.
De acordo com o relatório, o setor emprega 5.5 milhões de pessoas, dois terços das quais são engenheiros ou técnicos de engenharia, sendo 68% mais produtivo que, por exemplo, o setor do retalho.
Se o setor da engenharia tivesse todas as vagas preenchidas, promoveria um crescimento muito substancial da economia, gerando o equivalente a 27 mil milhões de libras suplementares por ano.
No que diz respeito à contribuição económica dos principais setores industriais estratégicos, ao setor da construção corresponde um Valor Acrescentado Bruto de 90 mil milhões de libras, cerca de 6.70% do total no país.
O setor da construção emprega 2.98 milhões de pessoas, correspondendo a 10% da população ativa do Reino Unido.
Alguns dos setores de destaque para Engenheiros Civis no Reino Unido são o setor eólico offshore e onshore, suportados, respetivamente por 14 mil empregos com um crescimento anual de 8% e 19 mil empregos, com um crescimento anual de 10%.
O setor de produção de energia solar por seu lado possui um crescimento anual de 20% e atualmente emprega mais de 35 mil pessoas.
Outras áreas importantes para Engenheiros Civis são a área de barragens e produção hidroelétrica e o projeto, construção e operação ferroviária que contribui com 7 mil milhões para a economia e emprega mais de 85 mil pessoas, devendo este número duplicar nos próximos 15 anos.
https://www.engenhariacivil.com
 No total existem cerca de 300 mil Engenheiros Civis a trabalhar no Reino Unido, sendo, de longe, a região de Inglaterra, aquela que mais empregos tem disponíveis no setor da construção.
Cerca de 15.7% de todos os engenheiros no Reino Unido são Engenheiros Civis, possuindo estes uma impressionante taxa de empregabilidade de 74.9%.
As vagas em empresas de construção tendem a crescer 22.1% ao ano e em gabinetes de projeto e consultoria de engenharia o crescimento esperado é de 19.7%.

Fonte:  https://www.engenhariacivil.com

sábado, 11 de março de 2017

Construção 4.0 segue longe do mercado brasileiro

Empresas que perseguem conceitos inovadores ainda são minoria no país. Destas, a maioria já pratica gestão de projetos através de softwares


foto: http://valoragregado.com
Por: Altair Santos
Convencionou-se chamar de Construção 4.0 tudo o que abrange automação no canteiro de obras, gestão de projetos através de softwares e emprego de novas tecnologias construtivas, como a impressão 3D. Os conceitos desta nova tendência seguem os da Indústria 4.0, já consolidada principalmente no setor automobilístico. Neste segmento, os ganhos de produtividade, redução de custos e de economia de recursos naturais são notórios. É isso o que a construção civil passou a perseguir.


A partir da Bauma 2016 – maior feira internacional de máquinas, veículos, materiais e equipamentos para obras e construções – ficou claro que a Construção 4.0 é um caminho sem volta. Já existe uma lista de países que avança celeremente na adoção de procedimentos embutidos nesta nova tendência. Entre eles, Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Espanha, Portugal, Canadá, África do Sul, Angola, Austrália e China. Na América Latina, Argentina, Chile e México já estão na frente do Brasil, o que especialistas definem como um problema para o país.
Os entraves econômicos impostos à construção civil desde 2014 inviabilizam o Brasil de acompanhar esses avanços. O receio de analistas é que o país não consiga acompanhar as evoluções e perca competitividade. “Na Bauma 2016, percebemos que o Brasil precisa saltar etapas se quiser seguir na competição, rumo à quarta revolução industrial”, disse Uirá Falseti, diretor da UpSoul, em palestra na IT Forum Expo 365.
O consultor disse que também viu na Bauma 2016, em Munique, na Alemanha, inovações tecnológicas para a produção de agregados e de concreto, todas focadas na produtividade, na sustentabilidade e eficácia. Entre os equipamentos, havia betoneiras inteligentes, que controlam todas as especificações do material desde que ele sai da concreteira até o local da obra, além de equipamentos que transformam concreto de demolição em agregados para a produção de artefatos pré-fabricados não-estruturais.

Santa Catarina lidera
É importante ressaltar, porém, que a Construção 4.0 não prioriza apenas a manufatura de produtos, mas dá relevante importância aos cuidados que se deve ter com os projetos e às exigências do mercado. “No mundo todo, a demanda por materiais de construção flutua de acordo com as exigências do mercado e confronta fabricantes a fatores como redução de custos de produção, legislação ambiental e consumidores cada vez mais exigentes. Por isso, a importância da Construção 4.0, a fim de que o setor atinja essas metas”, completou Uirá Falseti.

No Brasil, segundo dados do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE) aproximadamente 800 empresas ligadas à cadeia produtiva da construção civil já adotam algum modelo de gestão dentro do conceito Construção 4.0 ou estão viabilizando a implantação. Boa parte destas companhias está ligada à área de revestimentos, porcelanatos, tubos e conexões, o que faz de Santa Catarina o estado com o maior número de indústrias entrando no universo da Construção 4.0. “Acompanhamos a construção civil catarinense e sabemos que ela está empenhada na melhoria da produtividade e na busca de inovação. O setor está alinhado às tendências mundiais em automação de processos, novos materiais e sustentabilidade”, afirmou o presidente da FIESC, Glauco José Côrte, em recente seminário sobre inovação e novas tecnologias na construção civil.

Entrevistados
– Uirá Falseti, diretor da consultoria UpSoul
– Centro de Tecnologia de Edificações (CTE) (via assessoria de imprensa)
– FIESC (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (via assessoria de imprensa)
Contatos
contato@upsoul.com.br
comunicacao@cte.com.br
imprensa@fiesc.com.br
Crédito Foto: Bauma
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
 
fonte: http://www.grandesconstrucoes.com.br

fonte: http://bunker-teksped.com

fonte: www.cimentoitambe.com.br
 
 Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br/construcao-4-0-mercado-brasileiro/

domingo, 5 de março de 2017

Confea e OEP assinam proposta para estender acordo de reciprocidade até 2018



Brasília, 23 de fevereiro de 2017.
A propositura prolonga por mais um ano o prazo de vigência do Termo de Reciprocidade firmado entre o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e a Ordem de Engenheiros de Portugal (OEP) em 2015, e aditivado no ano passado para vigorar até abril próximo.
Com a nova proposta, a mobilidade profissional entre os dois países passa a valer até 31 dezembro de 2018. Após essa data, a renovação do acordo será automática por períodos de dois anos.
O documento, que foi assinado nesta semana pelos presidentes das duas instituições, ainda precisa passar pelo plenário do Conselho Federal para ter validade. A previsão é de que isso aconteça em março.

O Termo de Reciprocidade aplica-se aos profissionais graduados que tenham cursado, no mínimo, 3600 horas no Brasil ou cinco anos de estudos em Portugal. Profissionais da Engenharia brasileiros interessados em trabalhar em Portugal poderão se dirigir a qualquer Crea ou inspetoria e apresentar o Formulário de Requerimento e a documentação pertinente. Confira aqui os procedimentos para registro e a íntegra do Termo de Reciprocidade.


Reciprocidade entre países de língua portuguesa
Também nesta semana, o presidente do Confea conduziu a primeira reunião da Federação das Associações de Engenheiros de Língua Portuguesa (Faelp), da qual ele é presidente. A agenda, que teve a participação do vice e bastonário da Ordem de Engenheiros de Portugal, Carlos Aires, pautou a programação das atividades da federação para este primeiro ano de atividades.

A reunião tratou ainda da 1ª Cimeira prevista para acontecer em 2018 em Maputo, capital de Moçambique, e da proposta de Termo de Reciprocidade entre os países-membros da Faelp, considerada pelas lideranças uma iniciativa inovadora e que permitirá o reconhecimento internacional das competências profissionais dos engenheiros.

A Faelp foi criada em novembro de 2016 e tem sede na Ordem dos Engenheiros de Portugal. O primeiro mandato de presidente, que vai até 2020, é exercido pelo engenheiro civil José Tadeu.


Leia mais
Confea e Ordem dos Engenheiros de Portugal definem requisitos para emissão de registro profissional recíproco

Julianna Curado
Equipe de Comunicação do Confea
Com informações da Ordem de Engenheiros de Portugal
Para visualizar o conteúdo clique em http://www.confea.org.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=22018&sid=10




Fonte: CONFEA -Conselho Federal de Engenharia e Agronomia

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Execução de Estaca Mega para reforço de fundação

Execução de Estaca Mega


XXI Congresso da Ordem dos Engenheiros "Engenharia e Transformação Digital”

XXI Congresso da Ordem dos Engenheiros
"Engenharia e Transformação Digital”

Portugal - Coimbra | 23 e 24 de novembro de 2017


"Engenharia e Transformação Digital” constitui a temática central do XXI Congresso Nacional da Ordem dos Engenheiros que terá lugar em Coimbra, no Convento de São Francisco, a 23 e 24 de novembro de 2017.

O Congresso decorre cerca de um ano e meio após o anúncio, pela Comissão Europeia, de um conjunto de medidas de potenciação da competitividade da economia em todos os setores e independentemente da dimensão das empresas, estimulando o pleno aproveitamento das tecnologias digitais.
A temática do Congresso reveste-se, ainda, de atualidade acrescida pelo recente lançamento público do programa nacional Indústria 4.0, que promoverá a criação de start-ups e spin-offs empresariais e universitárias e que servirá o objetivo de potenciar os níveis de interconetividade e controlo de toda a cadeia de valor dos produtos, proporcionando a geração de maior valor acrescentado.

As reflexões e debates a promover durante o XXI Congresso terão como linha condutora os universos relacionados com a investigação científica e a inovação; a estratégia europeia para o mercado único digital; a Engenharia e competitividade; assim como o estado da utilização das tecnologias digitais em Portugal.

A Ordem dos Engenheiros convida, assim, os seus Membros a participar de forma ativa neste seu XXI Congresso Nacional, através da apresentação de Comunicações relacionadas com o seguinte agrupamento temático:
-   Infraestruturas, Energia e Transportes
-   Indústria e Serviços
-   Mundo Rural, Agricultura, Florestas e Sustentabilidade
-   Mar e Litoral
-  Ambiente e Recursos Naturais

Todas as informações relacionadas com a apresentação de Comunicações disponíveis no site do Congresso.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

EUA: risco de colapso de barragem obriga à retirada de cerca de 200 mil pessoas



          O alerta foi dado este fim-de-semana, depois de detetada erosão avançada em parte dos órgãos de descarga de cheia da Barragem de Oroville, no Norte da Califórnia. Com 230 metros de altura, esta é a mais alta barragem dos EUA, tendo como função o abastecimento de água, geração de eletricidade e controlo de cheias do Lago Oroville, que é um dos maiores lagos artificiais do mundo. Embora o paramento se mantenha intacto, a capacidade de resposta da estrutura à rápida subida do nível das águas encontra-se severamente afetada.


Imagens (adaptadas): via EngenhariaCivil.com; CMD-JOC
 
        Cerca de 200 mil pessoas tiverem de sair das suas casas, esta manhã, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos, devido ao risco de colapso da barragem de Oroville.

        As autoridades ordenaram a evacuação das localidades de Oroville, Palermo, Gridley, Thermalito, South Oroville, Oroville Dam, Oroville East e Wyandotte.




Imagens (adaptadas): via EngenhariaCivil.com; CMD-JOC



     A evacuação teve início depois de o Serviço Meteorológico Nacional ter emitido, na noite de domingo, um aviso de inundação pelo “potencial” colapso de uma secção da barragem de Oroville, situada a cerca de 250 quilómetros a nordeste de São Francisco.

       “Se isto não for resolvido, se não tratarmos disto, se não mitigarmos isto adequadamente… Essencialmente, estamos a trabalhar ao lado de uma parede de 30 metros de água que está a sair do lago. Não estamos a falar de drenagem mas de uma parede de 30 metros de água. Por isso, tomámos as providências necessárias. O xerife implementou o processo de evacuação”, afirma o chefe do departamento de proteção civil, Kevin Lawson.

       Segundo as autoridades, a barragem não está em perigo de colapso, mas há preocupações quanto à segurança da estrutura. 

      Desde a descoberta das fissuras, ao dique está a bombar quase 3 mil metros cúbicos de água por segundo para reduzir o volume de água do reservatório e com isso, diminuir a pressão na estrutura.
As equipas, no local, estão a tentar tapar o buraco com sacos de pedras.

Imagens (adaptadas): via EngenhariaCivil.com; CMD-JOC

Imagens (adaptadas): via EngenhariaCivil.com; CMD-JOC

Imagens (adaptadas): via EngenhariaCivil.com; CMD-JOC


Foto: Portal G1




Referências:
  1. http://pt.euronews.com/2017/02/13/eua-risco-de-colapso-de-barragem-obriga-a-retirada-de-cerca-de-200-mil-pessoas
  2. https://www.engenhariacivil.com/colapso-iminente-mais-alta-barragem-eua

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Vistorias nas pontes de Brasília - Parte II - Ponte JK

Na II parte da vistoria de pontes em Brasília será apresentada a Ponte Juscelino Kubitschek, ou Ponte JK.


Imagem: Setur.df.gov.br
   A Ponte Juscelino Kubitschek, também conhecida como Ponte JK ou Terceira Ponte, está situada em Brasília, ligando o Lago Sul, Paranoá e São Sebastião à parte central de Brasília, através do Eixo Monumental, atravessando o Lago Paranoá. 
Endereço: Brasília - DF, 70297-400
Início da construção: 2000
Inauguração: 15 de dezembro de 2002
Altura: 63 m
Comprimento total: 1.200 m
Localização: Brasília
Arquitetos: Alexandre Chan, Mário Vila Verde

Localização: 

  
    Foi eleita em 2003 como a ponte mais bonita do mundo pela Sociedade de Engenharia do Estado da Pennsylvania, nos Estados Unidos.

    A estrutura da ponte tem quatro apoios com pilares submersos no Lago Paranoá. Os três vãos de 240 metros são sustentados por três arcos assimétricos e localizados em planos diferentes, com cabos tensionados de aço colocados em forma cruzada, o que geometricamente faz com que os cabos formem um plano parabólico. Com seus arcos assimétricos, a estrutura em três arcos, inspirados "pelo movimento de uma pedra quicando sobre o espelho d'água", é única no mundo, comparável em forma mas não em sistema estrutural, como a passarela do Aquário Público do Porto de Nagoya, Japão. (Wikipédia)


Foto: gazetadopovo



Uma conquista de Engenharia e o desafio

      O arcos de sustentação da Ponte JK se encaixam diagonalmente nos pilares de sustentação produzindo esforços tridimensionais na fundação. O esforço horizontal foi o maior já encontrado em pontes pela engenharia humana, alcançando 3.500 toneladas-força. O cálculo da estrutura metálica foi realizado na Dinamarca. Alguns pilares, como o P6 e o P7, têm cada um 24 pilares verticais e 66 inclinados, para combater este esforço horizontal. 

Vista lateral - é possível observar a posição dos pilares inclinados e verticais
     
Foto: metalica.com.br
       As fundações tiveram que alcançar solo estável em grande profundidade, sendo fincadas a até 65 metros de profundidade. A região de Brasília se caracteriza por apresentar camadas de solo não homogêneas, sendo 13 tipos diferentes de subsolo alguns como o quartzito, (que só não é mais duro do que o diamante), o que somado ao enorme esforço horizontal provocou um aumento considerável nas fundações, e a construção de blocos de coroamento de grandes dimensões e com maioria de estacas inclinadas. 

       O segundo grande desafio a ser vencido, foi a montagem dos grandes arcos, executada com a utilização de pilares metálicos provisórios que os sustentaram até estarem completos. Outros pilares provisórios sustentaram os vãos do tabuleiro de rolagem, até que os estaios de sustentação vindos dos arcos estivessem prontos. (metalica.com.br)

Foto: metalica.com.br


Informações estruturais:

     A ponte JK possui um sistema construtivo com estruturas metálicas auxiliares para sustentação tanto dos tabuleiros quanto dos arcos. (FONSECA, 2007)

Abaixo segue o esquema de fixação dos estais de sustentação entre o tabuleiro e os arcos:

    Arcos metálicos: Os três arcos que constituem a parte central da ponte tem vãos de 24 metros de largura, dimensionado em conformidade com o disposto nas normas para rodovias de primeira classe. São os elementos principais da estrutura de suporte da ponte. As dimensões transversais dos arcos variam de 6,50 x 5,00 metros nas nascenças, a 5,00 x 3,00 metros no fecho central. (Fonte: Conhecendo Brasília.com)
    Estais: Os 16 estais de cada arco foram distribuídos em pares ao longo do tabuleiro com distâncias regulares de 20 metros, sendo oito estais de cada lado do tabuleiro, ligando a face interior dos arcos com as travessas de apoio que se projetam lateralmente dos tabuleiros. Os estais são compostos por cordoalhas de 15,7 mm de espessura, galvanizadas e protegidas por cera e bainha individual de PEAD. (Fonte: Conhecendo Brasília.com)






Após 9 anos da inauguração da ponte ocorreram alguns problemas no sistema de suporte da porte:

Foto do desnível causado na junta de dilatação da ponte JK (imagem: Agência Brasil)


        A Ponte JK  foi interditada em janeiro de 2011, devido a um desnível no piso, foi parcialmente liberada no final da tarde para veículos leves, como carros de passeio e motos. Além disso, a velocidade permitida enquanto persistir o problema será de 40 quilômetros por hora (km/h).
       Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) afirmou que o desnível foi constatado na região da junta de dilatação.
      Para o engenheiro Guilherme Sales Melo, do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB), a falta de manutenção deve ser o principal motivo da falha.

(Fonte: Agência Brasil, 2011)

Vistoria na ponte feita dia 05/02/2017:

      Em fevereiro de 2017 fui verificar a situação da ponte JK, fazendo parte da série de artigos obre as ponte de Brasília, e alguma fotos foram tiradas nos principais locais de possíveis patologias apresentadas com o tempo.
    Nos pilares e aparelhos de apoios da ponte não foram observados a presença de patologias ou deteriorações estruturais.
  
Cabeça do pilar com os aperelhos de apoio responsável por receber as solicitações de carga da porte. (foto: Juarez)

vistas da parte inferior da ponte. (foto: Juarez)

Vigas de aço da ponte apoiadas sobre os aparelhos de apoio. (foto: Juarez)



Foto do aparelho de apoio que recebe a viga da ponte e distribui a carga de compressão no pilar. (foto: Juarez)

Imagem demonstra a colocação do aparelho de apoio da ponte no topo do pilar que irá receber a viga de sustentação.


Vista inferior da ponte da parte sul. (foto: Juarez)

As fotos a seguir mostra a situações atual das juntas de dilatação que apresentaram desnível no ano de 2011.


(foto: Juarez)
Imagem da junta de dilatação entre a rampa de acesso a ponte e o tabuleiro da ponte do lado norte. (foto: Juarez)

Imagem da junta de dilatação entre a rampa de acesso a ponte e o tabuleiro da ponte do lado sul da ponte (foto: Juarez)


    A camada de capa de asfalto da rampa de acesso ao tabuleiro da ponte encontra-se muito deteriorado.


(foto: Juarez)

          É possível observar que os maiores problemas da ponte JK são de má conservação, manutenção e limpeza, não apresentando no momento problemas estruturais.

Por fim, o próximo artigo será a etapa III, em que falaremos sobre a ponte projeta por Oscar Niemeyer com 400 metros de extensão. Inaugurada em 1976 a Ponte Honestino Guimarães (antigo  nome Ponte Costa e Silva).



Referências:

  1. https://arcoweb.com.br/finestra/arquitetura/alexandre-chan-ponte-lago-paranoa-01-01-2003 
  2. http://wwwo.metalica.com.br/ponte-jk-brasilia-ponte-do-mosteiro-terceira-ponte-do-lago-sul
  3. Arquivo Público do DF. Fundo Novacap. proc. 12610/69;
  4. VIA DRAGADOS. JK Brigde: Brasília. Rio de Janeiro: EducaBem Editora, 2002;
  5. FONSECA, Roger Pamponet. A Ponte Oscar Niemeyer em Brasília: Dissertação UNB. Brasília 2007.
  6. http://oglobo.globo.com/brasil/ponte-jk-em-brasilia-interditada-apos-problemas-de-desnivel-no-piso-2834686#ixzz4XwJZ2sZr
  7. http://www.conhecendobrasilia.com/ponte-jk
  
Sugestão de livro:



Título:  Jk Bridge Brasília

Autor: Usiminas Mecânica / Via Dragados

Editora: Usiminas

Estante: Arquitetura

Ano: 2002



XXI Congresso da Ordem dos Engenheiros "Engenharia e Transformação Digital”