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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Cimbramento e descimbramento de uma marquise e riscos de acidentes
Olá pessoal, seguindo a série de artigos sobre estruturas e patologias
será abordado o risco existente na construção e e falta de manutenção em
marquise e estruturas em balaço.
O cimbramento,
ou escoramento, é uma estrutura provisória, podendo ser de madeira ou metal no
caso de pontaletes, peças que sustenta lajes inferiormente, quando de sua
instalação e trabalho com compressão. Acima dessas estruturas provisórias são
colocadas as formas da laje ou marquise que será preenchida com o concreto
ainda mole.
Quando o concreto inicia a pega, ou endurecimento, ele adquire uma determinada resistência, que permite a retirada progressiva do escoramento das fôrmas, descimbramento.
Exemplo de um pontalete de metal
Quando o concreto inicia a pega, ou endurecimento, ele adquire uma determinada resistência, que permite a retirada progressiva do escoramento das fôrmas, descimbramento.
Uma
orientação do autor Botelho, 2013; é que em grandes projetos, deve haver um
projeto específico de cimbramento (escoramento) e outro de descimbramento. Em
seu livro relata uma história trágica de destruição de uma obra tecnicamente
perfeita por erro de descimbramento.
O fato ocorreu
quando uma viga em balanço já tinha sido concretada e estava pronta para ser
desformada. (BOTELHO, 2013)
Quando pronta
ela trabalharia de acordo com a imagem baixo:
Colapso de uma Marquise de um prédio comercial em Valparaíso (GO), cidade goiana no Entorno do DF.
Referências Bibliográficas:
Movimento de uma marquise.
Segundo
Botelho, o responsável da obra, ao iniciar o descimbramento, mandou tirar as
escoras do centro, na imagem abaixo as escoras 2 e 3 (para que a viga começasse
a trabalhar devagarzinho). Feito esse procedimento a obra veio ao colapso, pois
foi causada uma Tensão de tração não prevista e que não havia armadura para
resistir o esforço.
Modelo de escoramento da obra.
De acordo com
o prof. Botelho, o Plano de descimbramento (retirada de escoramento), deveria
ser: retirar da extremidade primeiro nº 4, depois nº 3, e assim por diante até
concluir o descimbramento da direita para a esquerda.
Direção correta de retirada dos escoramentos
Atenção: Consultar a
Norma NBR 15696/09 para formar e escoramentos.
Abaixo segue imagens de colapso de estruturas causados em marquises:
Colapso de Marquise
em Minas Gerais, Fonte: Imagens: Engenheiro Orlando Figueiredo
Marquise caída em Porto Alegre,
em 2007: cidade é uma das mais vulneráveis a esse tipo de acidente. Neste
acidente recente, o CREA-RS concluiu que houve sobrecarga
na estrutura. Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br
Colapso de uma Marquise de um prédio comercial em Valparaíso (GO), cidade goiana no Entorno do DF.
Referências Bibliográficas:
Livro: Concreto Armado
Eu Te Amo, Vol. 1 – São Paulo, 2013. Cap. 14
Autor: Botelho, Manoel
Henrique Campos
Editora: Blucher
Site: http://www.cimentoitambe.com.br
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
domingo, 15 de janeiro de 2017
Uma rápida análise sobre o concreto
Segundo Botelho, o concreto é uma mistura de pedra, areia,
cimento e água, que face à hidratação do cimento ganha forma definitiva e resistência
com o passar do tempo.
Assim, o fator Água/Cimento é o elemento fundamental na
resistência final do concreto, já que os agregados que compõem o concreto
possuem resistência muito superior ao concreto final.
Veja a resistência a compressão:
·
Arenito -------------160 Mpa
·
Granito -------------170 Mpa
·
Basalto -------------200MPa
Desse modo a quantidade de água na mistura da pasta faz
muita diferença no resultado final de resistência à compressão do concreto.
Como mostrado abaixo:
Fator água/cimento
|
Litros de água por
saco de cimento (50kgf)
|
Resistência à
compressão MPa
|
||
3 dias
|
7 dias
|
28 dias
|
||
0,4
|
20
|
19,5
|
25,4
|
35
|
0,6
|
30
|
11,4
|
15,3
|
21,5
|
0,8
|
40
|
6,7
|
9,6
|
13,2
|
Fonte: (BOTELHO, 2013)
Outro fator interessante a observar é a escolha do agregado
graúdo, qual devemos utilizar? Os seixos rolados de rio ou brita (pedra
quebrada em pedreira) como agregado?
Seixo rolado: de
acordo com Botelho, do ponto de vista técnico, tem mais vantagens do que a
pedra britada, pois a sua forma é chamada “forma de situação maior resistência”,
pois ao muito rolar, o seixo perdeu suas formas mais fracas.
Pedra britada: é mais
fácil de ser encontrada, pois resulta da britagem de pedras de jazidas. Segundo
Botelho possui algumas desvantagens, pois apresenta pontos de concentração de
tensões no concreto junto às suas arestas.
Vejamos agora três exemplos de dosagem de concreto e suas
resistências à compressão:
Litros de materiais para produzir 1 m³ de
concreto
|
|||||||
Traço em volume
|
Vol. Cimento em
litros
|
Vol. Areia em
litros
|
Vol. Brita n°1 e n°
2/ em litros
|
Água em litros
|
Resistência à
compressão – fcj
(MPa)
|
||
3 dias
|
7 dias
|
28 dias
|
|||||
1:1:2
|
363
|
363
|
363 + 363
|
226
|
22,8
|
30
|
40
|
1:2:4
|
210
|
420
|
420+420
|
202
|
9
|
13,7
|
21
|
1:3:6
|
147
|
441
|
441+441
|
198
|
3
|
5,4
|
10
|
Fonte: (BOTELHO, 2013)
________________________________________________________________________
Material de Consulta:
Livro: Concreto Armado
Eu Te Amo, Vol. 1 – São Paulo, 2013. Cap. 14
Autor: Botelho, Manoel
Henrique Campos
Editora: Blucher
sábado, 14 de janeiro de 2017
Construção de uma cúpula de betão com 80 toneladas recorrendo a uma câmara pneumática
A Universidade Técnica de Viena (TU Wien) utilizou o seu inovador método de execução de estruturas do tipo casca, em betão armado, com recurso câmaras pneumáticas, na construção de um pequeno pavilhão de eventos, para a empresa austríaca de ferrovias, ÖBB Infrastruktur.
A cúpula de betão tem um comprimento de 26,5 metros, largura de 19,1 metros, altura de 4,2 metros e um peso total d0 toneladas. Foi erguida, por meios pneumáticos, utilizando uma pressão de apenas 20 a 22 milibar, tendo sido obtida uma superfície com acabamento perfeito.
As fases seguintes de execução implicam a aplicação de uma camada suplementar de betão em algumas áreas e o corte de secções, de forma a delinear a geometria final do pavilhão da ÖBB Infrastruktur.
O método, desenvolvido pelo Instituto de Engenharia Estrutural da TU Wien, tem como objetivo ultrapassar a principal limitação da construção das cascas de betão, que são extremamente eficientes do ponto de vista estrutural, mas que são difíceis de construir e consomem demasiados recursos materiais e humanos.
As estruturas de suporte à construção de cascas de betão por métodos tradicionais implicam igualmente um planeamento cuidado e execução precisa.
Chamado “Pneumatic Forming of Hardened Concrete” (PFHC), o método desenvolvido pelos engenheiros da Universidade Técnica de Viena assenta na utilização de uma almofada de ar e elementos estruturais transversais de tração, que vão servir de guia durante o enchimento.
Numa primeira fase, a câmara de ar vazia é recoberta com sucessivas camadas de betão, reforçado com varões de fibra de vidro. Depois de o betão endurecer tem início a segunda fase, que implica a utilização de bombas de ar para encher lentamente a câmara e dar a forma final à estrutura cupular.
Estima-se que o edifício da ÖBB Infrastruktur esteja pronto a receber eventos no Verão deste ano.
Fonte: TU Wien/ÖBB Infrastruktur | Imagens (adaptadas): via TU Wien/ÖBB Infrastruktur
Edifício retorcido mais alto do mundo fica em Xangai, na China
CTBUH divulgou neste mês lista com 29 arranha-céus deste tipo com mais de 90 metros
Luísa Cortés, do Portal PINIweb
24/Agosto/2016
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O primeiro arranha-céu retorcido foi projetado pelo escritório de Santiago Calatrava (também responsável pelo Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro), em 2005. A partir de então, outros 19 países desenvolveram edifícios do tipo, e o Turning Torso ocupa, hoje, o 16º lugar da lista.
Confira a tabela a seguir:
A Cidade Flutuante dos Refugiados do Aquecimento Global
O controverso Arquiteto Belga Vincent Callebaut, criou um conceito de cidade tendo em conta um futuro ditado pela subida do nível dos mares. A Cidade flutuante nenúfar vai ser ocupada por aqueles a quem Callebaut chamou “refugiados do aquecimento global”.
A cidade flutuante, que terá capacidade para cinquenta mil habitantes, tem como material base as fibras de poliéster e titânio.
Será constituída por marinas, três montanhas-edifícios, jardins suspensos, quintas de aquacultura e uma lagoa artificial no centro, que funcionará como lastro e permitirá aumentar o volume de carena para um valor aceitável, assegurando a correcta flutuação da cidade.
A cidade funcionará com base em energias renováveis, nomeadamente energia eólica, energia solar, das marés e energia produzida por biomassa.
Fonte: http://www.engenhariaportugal.com
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